O sindicato dos garis de SP fez uma enquête e reclamou que os garis não são reconhecidos na rua, mas marginalizados e invisíveis.
Não sei que tipo de sociopata foi entrevistado, na verdade duvido que alguma pessoal real o tenha sido, ao invés de fantasmas imaginários habitantes da mente dos sindicalistas muito úteis para justificar a sua função sindical invisível e marginal, pois não conheço ninguém que ignore o excelente serviço prestado por esses faxineiros. Quem gosta de imundice é invasor de reitoria da USP, defensor público da cracolândia, ministro de estado, etc. Na realidade, meus amigos invisíveis, todo mundo é invisível no meio da rua, onde todo mundo está caminhando ocupado e apressado para algum lugar.
O que é realmente bizarro é a sugestão moral implícita: mas o quê exatamente o sindicato propõe? Que as pessoas parem para conversar com os garis? Nada contra o molejo, mas a coisa acabaria assim:
“E aí, seu gari, como vai?”
“Ora, vou varreno!”

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